Entre o sonho e a realidade

O futuro nada mais é que sonhos, projetos, esperanças que só serão possíveis se o hoje assim decidir. Nada mais temos neste mundo senão o exatamente agora. Rodrigues de Andrade

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sexta-feira, novembro 17, 2006

Orgulho e renúncia


Não penses que a mentira me consola:
parte em silêncio, será bem melhor...
Se tudo terminou a tua esmola
meu sofrimento ainda fará maior...

Não te condeno nem te recrimino
ninguém tem culpa do que aconteceu...
Nem posso contrariar o meu destino
nem tu podias contrariar o teu!

Sofro, que importa? mas não te censuro,
o inevitável quando chega é assim,
-se esse amor não devia Ter futuro
foi bem melhor precipitar seu fim...

Não te condeno nem te recrimino
tinha que ser! Tudo passou, morreu!
Cada qual traz do berço seu destino
e esse afinal, bem doloroso, é o meu!

Estranho, é que a afeição quando se acabe
traga inútil consolo ao nosso fim
quando penso que ainda ontem, - quem o sabe?
tenha sentido algum amor por mim...

Não procures mentir. Compreendo tudo.
Tudo por si justificado está:
- não tens culpa se te amo... se me iludo,
se a vida para mim é que foi má...

Vês? Meus olhos chorando estão contentes!
Não fales nada. Vai! Ninguém te obriga
a dizeres aquilo que não sentes,
nem eu preciso disto minha amiga...

Parte. E que nunca sofrer alguém te faça
o que sofri com o teu ingênuo amor;
- pensa que tudo morre, tudo passa,
que hei de esquecer-te, seja como for...

Pensa que tudo foi uma tolice...
Só mais tarde, bem sei, - compreenderás
as palavras de dor que não te disse
e outras, de amor... que não direi jamais!

( Poema de JG de Araujo Jorge, do livro " AMO ", 1938 )

terça-feira, novembro 07, 2006

Eterno Amigo


A princípio era amor.
Amor pelo que você dizia, pelo que você pensava,
por seu companheirismo, seu lirismo.
Era amor por nossa amizade, por sua risada, sua dedicação,
por nossa cumplicidade.

Depois percebi que, além da alma, eu amava seu rosto sublime,
sua expressão de espanto quando algo te surpreendia.
Percebi que eu amava seu cheiro, seu toque, os abraços, o movimento
que seu cabelo fazia quando o vento, lentamente, o tocava.
E fui mais além...
Teus olhos, quando entravam nos meus, faziam-me tremer e eu levitava
a sonhar com os teus beijos.

Agora sei que sempre foi amor vestido em traje elegante da amizade.

Porém, com essa descoberta, já não consigo tocá-lo como antes. Sempre acabo me esquivando de ti por medo. Medo de que percebas que meu coração dispara toda vez que escuto sua voz chamando o meu nome.
Toda vez que seco uma lágrima da sua face, derramada por
alguém que não sou eu, é como se um pequeno pedaço do meu
coração fosse arrancado. E a cada vez que sorri ao contar-me
das tuas aventuras amorosas, minha alma se encolhe num canto
e emudece.
(Que sentimento estranho é este que me afasta de ti, ao invés de me aproximar?
Medo insano de perder o que tenho, que é pouco, caso eu decida lutar pelo que desejo).

Estou me consumindo, amigo, mas em nome do meu amor, jamais
deixarei morrer a nossa eterna amizade.

Desconheço a autoria*

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