Entre o sonho e a realidade

O futuro nada mais é que sonhos, projetos, esperanças que só serão possíveis se o hoje assim decidir. Nada mais temos neste mundo senão o exatamente agora. Rodrigues de Andrade

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quinta-feira, julho 20, 2006

Poema VI


Te recordo como eras no último outono.
Eras a boina cinza e o coração em calma.
Em teus olhos pelejavam as chamas do crepúsculo.
E as folhas caiam na água de tua alma.

Apegada a meus braços como uma trepadeira,
as folhas recolhiam tua voz lenta e em calma.
Figueira de estupor em que minha sede ardia.
Doce jacinto azul torcido sobre minha alma.

Sinto viajar teus olhos e é distante o outono:
boina cinza, voz de pássaro e coração de casa
fazia onde emigravam meus profundos anseios
e caiam meus beijos alegres como brasas.

Céu desde um navio. Campo desde os cerros.
Tua recordação é de luz, de fumaça, de tanque em calma!
Mais além de teus olhos ardiam os crepúsculos.
Folhas secas de outono giravam em tua alma.

Pablo Neruda

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Adoro cada poema que vc coloca em sua blog !
Leio todos com carinho e me emociono, todo os dias pela manhã.

Bjs

Um ótimo Dia e um excelente fds

Um anjo, que esta voltando a descobrir o segredo do amor

sexta-feira, 21 julho, 2006  
Blogger Ni Ribεiro said...

Olá Anjo... fiquei muito feliz com seu comentário, seja sempre bem vindo(a)!

sábado, 22 julho, 2006  

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